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Finanças • Por Martín Fernandez - Blog bastidores FC - GloboEsporte.com • 16 abr 2018
24 clubes, seis sedes: o Mundial de Clubes que a Fifa quer a partir de 2021

A Fifa quer um novo Mundial de Clubes. A proposta foi apresentada ao Conselho da entidade durante reunião no mês passado em Bogotá, num documento de 22 páginas, que será detalhado a seguir. Uma decisão final sobre o assunto será tomada em junho, em Moscou, quando a cúpula da Fifa volta a se reunir.

A nova competição, a partir de 2021, teria a dupla função de substituir os dois torneios que a Fifa considera fracasso de público e crítica: o Mundial de Clubes, que seria disputado no atual modelo até 2020, e a Copa das Confederações, que teve sua última edição organizada pela Rússia em 2017.

 

A proposta do novo Mundial:

- Estreia em 2021 e a partir de então com edições a cada quatro anos;

- 24 clubes;

- Oito grupos com três times cada;

- O campeão de cada grupo avança ao mata-mata;

- A partir daí, quartas de final, semifinal e final;

- 18 dias;

- Seis estádios.

 

Critérios para classificação ao Mundial:

12 clubes da Uefa – Os campeões e vices da últimas quatro edições da Liga dos Campeões e mais os quatro últimos campeões da Liga Europa.

4,5 clubes da Conmebol – Os últimos quatro campeões da Libertadores; os últimos quatro campeões da Copa Sul-Americana fazem um play-off para decidir quem disputa a repescagem contra o representante da Oceania.

2 clubes da África

2 clubes da Ásia

2 clubes da Concacaf

Nessas três últimas confederações, haverá play-offs entre os campeões dos torneios continentais de clubes. Se um clube ganhar dois títulos no período, se classifica automaticamente.

0,5 da Oceania

Um playoff definirá qual dos campeões continentais dos últimos quatro anos vai se classificar para disputar a repescagem contra o quinto representante da Conmebol.

1 do país-sede

A proposta da Fifa prevê até os critérios para formar os grupos que vão disputar o novo Mundial de Clubes. Todos os grupos teriam pelo menos um clube europeu.

Pote 1: os oito cabeças de chave serão da Uefa

Pote 2: os outros quatro da Uefa e os quatro da Conmebol

Pote 3: o classificado pela repescagem, o país-sede os seis das demais confederações

 

Sede e tamanho do torneio

No documento enviado ao Conselho, a Fifa deixa claro que pretende organizar o primeiro torneio em junho e julho de 2021, "e a cada quatro anos a partir de então".

A entidade quer lançar um processo de escolha da sede do torneio, de acordo com alguns critérios como "interesse por futebol, infraestrutura necessária" e, claro, "propensão a pagar uma taxa para receber o torneio". A Fifa ainda cita "condições climáticas" e "distância a ser percorrida" pelos clubes participantes.

A Fifa estudou vários formatos de disputa do novo Mundial de Clubes, com 12, 24 e até 32 participantes. A fórmula escolhida foi com 24 participantes na fase de grupos, com oito classificados para o mata-mata. Para abrigar um torneio com estas características, a Fifa estima precisar de 18 dias e seis estádios.

Na proposta, a Fifa estima faturar entre US$ 650 milhões e US$ 1 bilhão por edição do novo torneio. Esse dinheiro seria assim dividido: 75% para os clubes participantes, 5% para ligas e clubes não-participantes, 20% para programas de desenvolvimento ao redor do mundo.

A Fifa pressiona seu conselho para aprovar a criação de um novo Mundial de Clubes ao mesmo tempo em que um fundo de investidores apresentou uma proposta para comprar o torneio.

A oferta, revelada na semana passada pelo jornal “The New York Times”, seria de US$ 25 bilhões por várias edições do Mundial de Clubes e por um novo torneio entre seleções, ainda a ser criado. A Fifa, oficialmente, não comentou o assunto.

 

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