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Finanças • Por Felipe Siqueira - GloboEsporte.com - Foto: Reprodução • 16 mai 2018
Após atraso, Fluminense divulga balanço de 2017 com ajustes nos números de 2016

Depois de perder o prazo de fim do mês de abril, estabelecido pela Lei Pelé, o Fluminense, enfim, publicou as demonstrações financeiras relativas ao ano de 2017, nesta terça-feira. O balanço conta com ajustes em números referentes a 2015 e 2016, últimos anos do segundo mandato de Peter Siemsen. O documento está em nome do presidente Pedro Abad, do vice-presidente de finanças, Diogo Bueno, e do diretor de finanças, Eduardo Paez. A demonstração conta com o relatório de uma auditoria externa (Mazars), item exigido pela Lei Pelé, mas não possui o parecer do Conselho Fiscal do clube.

 

Déficit do exercício e acumulado

Os números apresentam um déficit de R$ 67,869 milhões do exercício de 2017, menor que os R$ 79,419 milhões apresentados no balanço incompleto no dia 1º de maio, e dentro da previsão de déficit de R$ 75 milhões no orçamento do ano em questão. Apesar da redução, segue sendo o maior déficit entre os clubes da Série A.

Com isso, o Flu chega a um déficit acumulado de R$ 468,974 milhões, o que resulta em um passivo a descoberto de R$ 183,082 milhões, já que a avaliação patrimonial do clube é de R$ 285,892 milhões.

 

Ajustes no balanço de 2016

Foram realizados ajustes nas demonstrações financeiras de 2016, último ano de mandato de Peter Siemsen. Na ocasião, foi apresentado um superávit de R$ 8,342 milhões, que após reanálise se transformou em déficit de R$ 13,457 milhões.

Segundo o balanço, durante o exercício de 2017, constatou-se que havia contingências trabalhistas não registradas, sendo alguns, inclusive, de antes de 2016, e depósitos judiciais sem documentação comprobatória anteriores a 2016.

Além disso, o clube alterou a política contábil de reconhecimento do direito de imagem devido aos seus atletas profissionais.

 

Flu Samorin

O clube constatou também que “os gastos incorridos no projeto “Flu Samorin”, capitalizados como “investimento”, no ativo do Clube, não atendem aos requisitos de reconhecimento de um ativo”. A partir de 2017 os valores dispendidos para a manutenção das atividades em Samorin passaram a ser alocadas ao resultado do exercício.

 

Adiantamentos dos valores de Gerson e Richarlison

O balanço mostra que o Fluminense recebeu R$ 66,595 milhões em transferências de jogadores em 2017. E cita a antecipação dos valores oriundos das vendas de Gerson à Roma e de Richarlison ao Watford. As duas últimas parcelas da venda de Gerson ao clube italiano tiveram as datas reajustadas para julho de 2018 e julho de 2019. O dinheiro seguirá direto para o fundo inglês envolvido na operação. No caso de Richarlison, com o adiantamento, o valor recebido pelo Flu caiu de 6,25 para 5,98 milhões de Euros devido aos juros.

 

Plano de Reestruturação Financeira

No documento, o clube explica um plano de reestruturação financeira baseado em quatro pilares:

- Adequação da estrutura de custos do Clube à média das suas receitas históricas de forma a “gastar menos do que arrecada”;

- Reestruturação das dívidas cíveis e trabalhistas com o objetivo de que não ocorram bloqueios judiciais no fluxo de caixa do Clube;

- Lançamento de projetos, produtos e programas que viabilizem a alavancagem de receitas, uma vez que comparando-se diferentes rubricas do Fluminense Football Club com outros Clubes Relevantes do Futebol Brasileiro, o Fluminense possui receitas bastante reduzidas, o que por si só traz a possibilidade de crescimento das receitas;

- Atração de empresas, investidores e grupos de entretenimento que visem incrementar a rentabilidade dos ativos do Clube.

 

Relatório da auditoria externa

De acordo com relatório da auditoria externa Mazars, as demonstrações financeiras "apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Fluminense Football Club em 31 de dezembro de 2017, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a entidades desportivas".

 

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