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Futebol • Por Hector Werlang - GloboEsporte.com - Foto: Alexandre Durão • 14 jun 2018
Após 4ª derrota seguida, Abel pede reforços no Fluminense: "Faltam peças"

O Fluminense vai para o recesso da Copa do Mundo pressionado. Após a derrota para o Santos, nesta quarta-feira, no Maracanã, por 1 a 0, a quarta consecutiva, alcançando cinco jogos sem vitória, o time ouviu muitas vaias da torcida. Abel Braga, pela primeira vez na temporada, fez um apelo público ao presidente Pedro Abad: a contratação de reforços.

- É um momento oportuno. Para deixar algumas coisas e atitudes extremamente corretas de lado para ir buscar mais jogador. Não é que esse grupo não tenha qualidade, mas falta reposição. O grupo inteiro estava jogando bem. O problema começou quando começou a machucar. Complicou. Já se tinha forma de jogar desde os EUA, mas perdemos o coletivo, a coisa mais forte que a gente tinha. E, com o coletivo forte, a individualidade sobressaía, mas agora faltam peças - disse Abel.

Nesta quarta, o treinador não contou com Renato Chaves, Gum e Ayrton Lucas (poupados dado o desgaste), Léo e Gilberto (tornozelo direito) e Marcos Junior (machucado na coxa esquerda). Além disso, há descontentamento do grupo com os atrasos salariais. Abel disse que a situação não o faz pensar em pedir demissão - tem contrato até o final do ano.

- Não muda nada. O que tenho de falar de coisa interna, falo internamente ao presidente e ao vice. Já vem um diretor executivo. Se estivesse afetando, o time não corria. Hoje foi paga uma imagem. Claro que seria o ideal os jogadores atuarem com a cabeça tranquila. A gente não pode ir por aí. É um pouco covarde, sabe? Não dá para colocar o que aconteceu no ano passado e agora nas costas do Abad. Não é por aí. Eu lembro muito bem que, no final de janeiro, ele colocou a situação real do Fluminense. Eu disse a ele que teria de explicar isso. Pois iria cair nas costas dele. Não quero soar político. Eu gosto muito dele. É correto, do bem, homem. Conheci até a família. Pessoal de nível - avaliou.

Há cinco jogos sem vitória no Brasileirão, o Fluminense ficou estacionado nos 14 pontos. Após a Copa do Mundo, o Tricolor encara o Vasco, no dia 19 de julho, às 20h, em partida válida pela 13ª rodada.

 

Veja outro trechos da coletiva:

 

Análise do jogo

A partida foi de enorme de um time com o outro. Jogo esteve igual durante muito tempo. Terminamos os últimos 15 do primeiro tempo melhor. Depois que entrou o Copete, eles ficaram mais agudos. Não fico lamentando quem não pode jogar. Tem de colocar uma equipe em campo, quem jogou foi o Fluminense. Já tivemos várias vezes dificuldades iguais e superamos. O Santos foi feliz. Achei que o jogo iria ficar empatado, mas eles tiveram as melhores chances. Uma do Gabigol e a outra a cabeçada do Bruno Henrique. É um time qualificado, de toque de bola. Neutralizamos isso. Mas teve uma jogada... Houve a diferença individual naquele lance. Bruno entrou por trás e fez o gol.

 

Situação do treinador com a direção

O torcedor tem o direito, quer ver o time com os melhores jogadores. Mas o clube não tem essa condição. Minha situação com o clube é igual e com a direção, espetacular. Tenho admiração, relação honesta com o presidente e com o vice de futebol. Estamos em um momento que é complicado, são cinco jogos sem ganhar. Todo mundo tem de sentar e achar a solução. É um momento importante, todos vão esfriar a cabeça e depois voltar para a intertemporada. Sem esquecer que os outros são fortes e nós precisamos ficar muito mais fortes.

 

Ponto positivo da parada da Copa

O ponto positivo é que vou poder recuperar os caras. Jadson é um exemplo. Richard, Gilberto, Renato Chaves, Ayrton Lucas, Marcos Junior e Pedro. Esses caras vão voltar todos bem. Mas lá na frente, com jogos quarta e domingo, vai ter o mesmo problema. Por isso, tem de ter reposição. Tem de ter número. E qualidade. No ano passado, pagamos o preço com as lesões e as saídas de Wendel e Richarlison. Não podemos repetir o ano passado. Voltaremos em julho e não vamos parar mais. Por isso é fundamental ter número suficiente. Existem posições... Não tinha Gum e Renato. Era o Frazan no banco. Sem Gilberto e Léo, colocamos o Norton. Ele fez o possível. É assim.

 

Salários e ausência de Autuori

Não muda nada. O que tenho de falar de coisa interna, falo internamente ao presidente e ao vice. Já vem um diretor executivo. Se estivesse afetando, o time não corria. Hoje foi paga uma imagem. Claro que seria o ideal os jogadores atuarem com a cabeça tranquila. A gente não pode ir por aí. É um pouco covarde, sabe? Não dá para colocar o que aconteceu no ano passado e agora nas costas do Abad. Não é por aí. Eu lembro muito bem que, no final de janeiro, ele colocou a situação real do Fluminense. Eu disse a ele que teria de explicar isso. Pois iria cair nas costas dele. Não quero soar político. Eu gosto muito dele. É correto, do bem, homem. Conheci até a família. Pessoal de nível.

Agora, o torcedor está a par disso tudo. Ele quer ver conquista, um grande time. Conquistamos pouco. Dois títulos pequenos. Guanabara do ano passado e Taça Rio desse ano. Isso não basta ao torcedor. É meio complexo. É um momento oportuno. Para deixar algumas coisas e atitudes extremamente corretas de lado para ir buscar mais jogador. Não é que esse grupo não tenha qualidade, mas falta reposição. O grupo inteiro estava jogando bem. O problema começou quando começou a machucar. Complicou. Já se tinha forma de jogar desde os EUA, mas perdemos o coletivo, a coisa mais forte que a gente tinha. E, com o coletivo forte, a individualidade sobressaia, mas agora faltam peças.

 

Gum/Renato Chaves

Eles poderiam jogar ou ter uma contusão muito séria. E perderiam a intertemporada. Essa zaga jogou bem, mesmo perdendo de cinco do Atlético-MG. Não houve isso. Ibanez estava bem e hoje sentiu. Marcos Junior estava bem e saiu com 10 minutos contra o Paraná.

 

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Jorge Coutinho - 15/06/2018 às 08h45
Interessante ele poupa três titulares por desgaste, quando logo a seguir o time tem trinta dias de descanso no mínimo uma decisão contestável, fala em contratação o que sabemos que no momento devido a situação financeira é quase impossível conseguir bons valores individuais e quando ele indica ai que mora o perigo, vcs devem lembrar de Maranhão, Robinho e outros e o que é pior não aproveita o Mascarenhas e fica com o retardado do Marlon, então com toda convicção de um tricolor que admira o Abel como ser humano, virtuoso, honesto e muitos outros predicativos, mais como técnico já deu não tem mais condição pois o time é um amontoado e que ele saia antes que seja tarde, pois me lembro de várias passagens dele que quando engrena uma seguencia de derrotas como em 2005 ele não consegue reverter.
Obrigado Abel, mais não dá mais.. . .
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