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Debate • Redação do Observatório do Fluminense • 08 jun 2018
O desastre da gestão Peter Siemsen / Mario Bittencourt

O jornal O Globo publicou recentemente uma importante matéria comparando os dados econômicos dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro.

A tabela 1 abaixo resume o que foi publicado.


 

A Tabela 2 mostra o desempenho técnico nos principais campeonatos.


 

A avaliação da Tabela 1 mostra que o Flamengo vem se descolando fortemente dos demais grandes clubes do Rio na questão financeira. O custo de sua folha é de 3 a 4 vezes maior que a de Vasco e de Botafogo. O cenário de longo prazo, mantidas as condições econômicas, é de se ter um ator dominante no futebol do Rio.

Mas, o que deve assustar a todos os tricolores, é a comparação do custo das folhas do Fluminense com as de Vasco e Botafogo e o desempenho técnico alcançado. Longe de ter um desempenho superior - não ganhamos qualquer título -, duas vezes fomos 4º colocados no campeonato estadual, e, no campeonato brasileiro, lutamos constantemente para não cair, ocupando por duas vezes a 13ª posição e uma vez a 14ª. Em nenhum caso nos classificamos para a Libertadores, nos contentando em jogar a série B das Américas, que é a Sul-americana.

Propomos, como exercício, comparar o custo da folha do Fluminense com a média de Vasco e Botafogo, conforme mostrado na Tabela 3.


 

O somatório entre as diferenças do custo da folha praticada pelo Fluminense e a média aritmética do praticado por Botafogo e Vasco é de incríveis R$ 146,5 milhões!!! Se esse valor fosse utilizado para a redução da dívida, essa cairia para R$ 484,5 milhões. A gestão financeira de curto prazo seria aliviada. Teríamos, por exemplo, a possibilidade de quase quitar a dívida trabalhista que, segundo os dados do Globo, é da ordem de R$ 240 milhões. Com recursos disponíveis, todos sabemos, ficaria muito mais fácil propor um redutor da dívida trabalhista, por hipótese de 40%, para pagamento imediato. Se assim fosse feito a dívida cairia para R$ 391 milhões. Vale observar que em 2016 a Globo pagou uma luva de R$ 80 milhões ao Fluminense, o que daria liquidez para fazer o que estamos sugerindo. 

Como consequência prática, não precisaríamos vender Richarlison e Wendel. Gustavo Scarpa não estaria discutindo na justiça os seus pretensos direitos. Pedro, Ibañez e Ayrton Lucas teriam vida longa com a camisa tricolor.

Toda a responsabilidade por este despautério é do ex-Presidente Peter Siemsen, secundado pelo ex-Vice-Presidente de Futebol, Mario Bittencourt, os dois últimos gestores diretos do futebol em 2015 e parte de 2016. O ano de 2017 é ainda, como sabido, de responsabilidade desses Senhores pelos contratos de longo prazo assinados com atletas como Marquinho, Pierre, Wellington Paulista, Cícero etc.

Nelson Rodrigues na sua genialidade perguntava se fatos como esse eram causados por má fé cínica ou obtusidade córnea. Nesse caso, a resposta é simples: por ambos os motivos.

 

 

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Santana - 11/06/2018 às 08h47
Prezado,
Considerando que a gestão do Peter durou seis anos e que o Mario ficou menso de dois anos como diretor de futebol, você poderia listar quais foram os erros que o Mario pessoalmente cometeu que levaram o Fluminense para o fundo do poço?
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