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Debate • • 18 out 2018
Nota Oficial SócioFlu Nº 001/2018 – Reunião de aprovação das contas de 2016/2017 (grupo de Whatsapp)

Em 2017 foram apresentadas e votadas as contas de 2016. Na ocasião, o conselheiro Sergio Poggi, membro do SócioFlu, foi à tribuna alertar que havia graves erros nas contas apresentadas.

Como é de praxe nas reuniões do Conselho Deliberativo do Fluminense, as decisões são tomadas de forma meramente política, não observando ou respeitando as boas práticas referentes aos temas em discussão.

A condução da referida reunião foi feita de forma lamentável, com o próprio presidente do Conselho Deliberativo desrespeitando o Estatuto e culminando com uma insólita aprovação por maioria visual, mesmo sob os protestos de boa parte dos conselheiros que pediam uma votação nominal.

Posteriormente, um grupo de conselheiros entrou na justiça pedindo a anulação da votação por vício procedimental.

Após a aprovação das contas, o próprio presidente do clube, assim como diversos outros integrantes da gestão, informaram erros materiais na prestação das contas.

Durante o ano de 2018 foi informado que o resultado do exercício aprovado do ano base 2016, com superávit de R$ 8 milhões, havia se transformado em déficit de mais de R$ 13 milhões, assim como outras informações inconsistentes com o que havia sido apresentado.

“Com relação a este tema o Perito Judicial Milton Borges, membro do SócioFlu, está elaborando um parecer técnico melhor esclarecendo estes ajustes contábeis que alteraram de forma substancial o resultado do ano base 2016.”

A apresentação das contas de 2017 ficou atrasada, aguardando a correção das contas de 2016, já que é impossível apresentar um quadro realista se não houver informações corretas quanto ao início do exercício. Durante este processo foi identificado que a empresa responsável pela auditoria externa não dispunha da documentação de referência utilizada para a sua análise, e agora, na reunião da semana passada, o presidente do Conselho Fiscal fez severas críticas aos anteriores responsáveis pela contabilidade que ao saírem não deixaram as informações sobre as contas do clube, que precisaram ser refeitas pela nova equipe.

E mais, o presidente do Conselho Fiscal disse que, ao longo de 2016, no que se refere à renovação do contrato de pay per view referente ao período 2019-2024, o ex-presidente Peter Siemsen negociou um valor de luvas maior, em troca da redução do percentual a ser recebido futuramente, o que demonstra um adiantamento de receitas, que não foi revelado à época.

Na reunião passada, após todas estas revelações quanto à situação das contas de 2016, o presidente do Conselho Fiscal informou que a nova equipe da contabilidade havia feito uma série de correções no balanço daqueles anos (2015/2016) e considerava que o balanço refeito refletia a situação do clube e que havia utilizado este balanço refeito como base para a elaboração das contas de 2017. Ocorre que, mesmo que o trabalho de refazimento das contas de 2016 tenha sido feito corretamente e que agora reflita a realidade, este documento ainda não foi apresentado nem apreciado, muito menos aprovado pelo Conselho Deliberativo, órgão que tem esta atribuição. Isso configura que, na realidade, não houve nova "prestação de contas" e que a deliberação sobre as contas de 2017 ANTES que as contas de 2016 sejam novamente apreciadas a partir do balanço corrigido, se constitui em MAIS UMA DEMONSTRAÇÃO de desprezo do Conselho Deliberativo pelos trâmites adequados, sinalizando mais uma vez um encaminhamento meramente político, desprezando por completo a análise técnica das informações.

Assim posto, questionamos, em primeiro lugar, o que se diz ter sido um "ato jurídico perfeito", posto ter sido aprovado o balanço baseado em relevantes erros materiais.

Em segundo lugar, é flagrante e notório que nosso Conselho Deliberativo não respeita as mais basilares regras de prudência e respeito ao Estatuto, interpretando-o a seu bel prazer, independente das consequências futuras.

Entendemos que, caso preciso, deve-se recorrer à via judicial, já que os órgãos internos não se mostram competentes nem confiáveis para zelar pelos interesses do clube.

Entendemos, porém, que caso haja um mínimo de desejo de proteger a instituição, nada impediria que estas decisões pudessem ser tomadas internamente, sem precisar expor ainda mais o clube e sujeitá-lo à intervenção de autoridades externas.

A responsabilidade quanto a estas consequências, porém, é exclusivamente dos que insistem em tentar atropelar o bom senso e manter a forma irresponsável com que o clube vem sendo administrado nos últimos anos. O resultado é notório, haja vista o crescimento do passivo do clube e a situação financeira desastrosa na qual nos encontramos.

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