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Debate • Por Felipe Siqueira e Hector Werlang — GloboEsporte.com - Foto: Fabio Cardoso/GloboEsporte.com • 22 jan 2019
Maioria dos conselheiros em reunião vota contra Assembleia Geral convocada por Abad

A maioria dos presentes na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Fluminense, na noite desta terça-feira, votou contra a Assembleia Geral convocada pelo presidente Pedro Abad para o dia 26 de janeiro que avaliará a antecipação da eleição no clube. Em um noite de baixo quórum nos Laranjeiras, o placar foi apertado: 43 conselheiros votaram contra, e 36, a favor.

Na prática, o resultado da votação não impede a realização da assembleia, que continua mantida para o próximo sábado. No entanto, pode ser usado em possíveis ações judiciais para contestar o processo costurado por Abad para deixar a presidência antecipadamente sem renunciar.

Conselheiros que integravam a coalizão Unido e Forte - que antigamente era integrante da gestão Abad - foram maioria entre os votos contra. Este bloco dissidente, formado por Flu 2050, Por Amor ao Fluminense, MR21 e o Esperança Tricolor, é oposição agora e conta com figuras como Cacá Cardoso e Diogo Bueno, dois antigos vices da atual direção.

Votaram a favor pessoas ligadas à Flusócio, aos Esportes Olímpicos e apoiadores de Mario Bittencourt, que formou recente aliança com Ricardo Tenório e Celso Barros visando o próximo pleito. Estes apoiadores de Mario, eleitos em 2016, foram oposição desde o começo do mandato de Abad.

Pedro Antonio, ex-vice de Projetos Especiais e homem responsável pela construção do CT, ainda não anunciou se será candidato caso a eleição seja realmente antecipada. Ele se manifestou no passado recente contra a realização da assembleia.

A reunião foi convocada em caráter extraordinário por Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo. Ao explicar a decisão pelo encontro e pela votação, ele argumentou que teve a intenção de "dar voz ao conselho" sobre a Assembleia Geral.

Posição que vai de encontro com quem votou contra, afinal, defende que a assembleia deveria ter passado pelo Conselho Deliberativo antes de ser levada aos sócios para votação. Eles argumentaram que a medida de Abad fere o estatuto do clube - o artigo 150 diz que mudanças eleitorais só podem valer para o mandato seguinte. Alegaram também que há furos na convocação da assembleia e apresentaram documentos que comprovariam que sócios sem o tempo mínimo de direito a voto foram convocados.

O estatuto do clube diz que têm direito a participar da assembleia geral “sócios maiores de 16 (dezesseis) anos, pertencentes ao Quadro Social há mais de 1 (um) ano e há mais de 2 (dois) anos para a categoria de Sócio-Futebol, ambos, ininterruptamente, e em situação regular com o Clube”.

Membros da situação alegam que o estatuto é claro sobre quem pode votar. Defendem também que a assembleia para alteração no estatuto é a única saída responsável para o clube ao evitar duas eleições no mesmo ano.

Principal grupo de apoio ao presidente Pedro Abad, a Flusócio tentou mobilizar seus integrantes para comparecer à reunião e evitar uma derrota na votação, mas não obteve sucesso. O grupo entende a votação desta noite como criação de um fato político.

Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite ficou de disponibilizar a ata da sessão desta noite até o meio-dia da próxima quarta-feira para sócios e conselheiros que quiserem recorrer à Justiça.

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