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Debate • Texto e foto: Hector Werlang — GloboEsporte.com • 27 jan 2019
Reclamações de sócios podem parar na Justiça; Abad fala em "interesse" contra nova eleição

A votação na Assembleia Geral foi calma e aprovou a proposta de antecipar a eleição. Porém, o debate sobre a legalidade do processo atrasará a tão esperada paz política no Fluminense. Reclamações de sócios podem gerar novas ações na Justiça questionando a mudança no estatuto, algo que o presidente Pedro Abad define como "interesse escondido".

Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo, ao ser questionado sobre os próximos capítulos deste debate, respondeu:

- Avenida Erasmo Braga, número 115. Lá é o Fórum da Capital e é lá que tudo deve ser decidido.

De acordo com Fernando, pelo menos oito reclamações foram registradas na ata da assembleia. Ele destacou três.

Questionamento do quórum da votação, inferior a 60% dos aptos a participar, o que não respeitaria o artigo 10.

Letícia Tavares, a sócia que entrou na Justiça contra o clube por perder o direito a voto por conta da antecipação, se fez presente e foi proibida de votar. Fernando entende que ela irá dar andamento ao processo.

Outro associado, mesmo faltando um mês para ter o direito a voto, recebeu a convocação para participar do pleito.

- Todas as interpretações são plausíveis. Vou avaliar e tomar a minha posição. Isso, repito, só será resolvido no Judiciário - completou Fernando Leite.

Além destes argumentos, integrantes da antiga coalização Fluminense Unido e Forte argumentam que o artigo 150 do estatuto só permite mudança na regra eleitoral para o mandato seguinte.

Abad adotou discurso oposto. Segundo o presidente, a convocação da assembleia respeitou as regras e a realização dela foi um sucesso.

- Judicializar é um direito de qualquer cidadão. A gente entende que o processo foi seguido corretamente. A ata será registrada. Na Justiça, enfim, temos corpo jurídico competente. É de se estranhar ir contra o que os sócios decidiram. O maior poder do clube é a Assembleia Geral, o próprio Código Civil diz isso. Ir contra os sócios é esquisito, parece demonstrar um outro interesse aí escondido. Tenho dificuldade de entender isso, mas é uma possibilidade - disse o presidente, que recentemente moveu processo contra o Fluminense no debate do pedido de impeachment no Conselho Deliberativo.

Membros da situação alegam que o artigo 10 só define quórum mínimo de 60% para o caso de a Assembleia Geral avaliar a extinção do clube. É o mesmo entendimento de Mario Bittencourt, Ricardo Tenório e Celso Barros, o trio que se aliou e deve registrar chapa na eleição.

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