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Debate • Por Hector Werlang — GloboEsporte.com - Foto: Divulgação • 26 jan 2019
Sócios aprovam mudança de estatuto, e eleição no Fluminense será antecipada

A eleição presidencial no Fluminense será antecipada. Na tarde deste sábado, a maioria dos associados do clube aprovou a mudança estatutária proposta pelo atual mandatário Pedro Abad. Com isto, o pleito, inicialmente previsto para novembro, ocorrerá antes. A data ainda não foi oficializada, mas provavelmente será no mês de março.

O dia foi tranquilo nas Laranjeiras, contrastando com o intenso embate político que marca toda a gestão Abad. Das 9h às 18h, quem estava apto a participar da Assembleia Geral pôde responder "sim" ou "não" à alteração na regra eleitoral. Do total de 10.501 sócios que tinham o direito de participar da assembleia, 994 compareceram. A votação foi 812 pelo "sim", 179 pelo "não" e 3 nulos.

- O processo se desenrola de uma forma que precisa ser respeitado. O primeiro passo é registrar essa ata no Registro Civil de Pessoa Jurídica. Depois, sim, podemos divulgar a data da nova eleição. O pessoal trabalhou pesado para fazer esta assembleia em tempo recorde. Precisamos reorganizar o clube para fazer uma outra. Então, não pode ser em um prazo extremamente curto, pois os candidatos precisam montar as suas chapas. Um mínimo de apresentação das suas plataformas. Será da forma mais célere que pudermos fazer. Tenho a data que eu quero na cabeça, mas por respeito ao processo ela ficará guardada por enquanto - disse Abad.

Como a votação foi em cédula de papel, a apuração demorou um pouco. Alguns oposicionistas, ligados à antiga coalização Fluminense Unido e Forte, chegaram a cogitar pedir a recontagem dos votos, o que não ocorreu. Então, Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo, proclamou o resultado.

- Existem alguns protestos na ata que devem ser analisados. Pedi a um tabelião para fazer a ata para termos transparência. Alguns sócios reclamaram. Fiz a minha parte de comandar a assembleia. Em dez dias, a ata fica pronta e, a partir daí, o presidente do clube, caso não haja objeção, tomará as providências que achar - comentou Fernando Leite.

Há o risco de o processo ser levado à Justiça. Além do processo movido pela sócia Letícia Tavares, impedida de votar por não ter tempo mínimo de associação, ocasionado pela antecipação, suposto desrespeito ao estatuto pode ser usado como argumento em novas ações.

- Tudo tem de ser avaliado com cautela. Após o processo de mudança do estatuto, vou me manifestar - completou Fernando Leite.

Abad votou às 11h50. O presidente passou o dia no clube. Desgastado com a turbulência política, incluindo dois pedidos de impeachment (um deles arquivado e outro em andamento), entendeu que deveria deixar o cargo. No entanto, se recusou a renunciar. Sem a figura do vice, afinal Cacá Cardoso deixou o posto em maio, optou pelo o que definiu como “solução intermediária” para não “deixar o clube na mão de quem não tem legitimidade para tal”.

Figuras importantes da política tricolor também votaram. Mário Bittencourt, Ricardo Tenório, Celso Barros, Pedro Antonio, Cacá Cardoso e Roberto Horcades se fizeram presentes. O ex-presidente Peter Siemsen não apareceu.

 

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